Segundo as previsões, o panorama de cibersegurança é positivo para os próximos anos, especialmente em relação aos investimentos em segurança digital, que devem crescer.
O mercado brasileiro de cibersegurança deve movimentar aproximadamente R$ 104,6 bilhões até 2028.
Informações levantadas pela Kaspersky também indicam que 38% das empresas brasileiras têm como meta aumentar seus orçamentos de cibersegurança.
Este aumento está relacionado às ameaças cibernéticas cada vez mais sofisticadas, como ataques que utilizam inteligência artificial, ransomware, deepfakes, ataques à cadeia de suprimentos e muito mais.
Logo, quanto maior o investimento, maior a segurança. Mas a questão é: não basta apenas investir em cibersegurança — é preciso estratégia nesse investimento.
Diante da crescente pressão regulatória para proteger dados pessoais, infraestruturas críticas, garantir privacidade e promover transparência, as organizações precisam fortalecer suas iniciativas de segurança.
Mesmo com a ampla conscientização sobre os desafios, ainda persistem vulnerabilidades relevantes.
Por isso, para assegurar níveis adequados de proteção, os executivos devem tratar a cibersegurança como uma prioridade permanente na agenda corporativa.
Continue lendo para explorar o panorama de cibersegurança e descobrir insights, tendências e prioridades estratégicas que todo CISO precisa conhecer.
Panorama de Cibersegurança: insights e tendências do mercado
Sobretudo, 1,3 bilhões foi o número de ataques registrados em 2025 na América Latina, segundo o relatório Panorama de Ameaças Cibernéticas 2025, da Kaspersky.
No Brasil, de acordo com o mesmo relatório, foram bloqueados 553 milhões de ataques de phishing nos últimos 12 meses — uma média de 1,5 milhões por dia.
Ainda na América Latina, mais de 1,29 bilhões de ataques foram bloqueados entre julho de 2024 e julho de 2025, representando um aumento de 85% em relação ao período anterior.
Outro levantamento, desta vez da Fortinet, apontou que, somente no primeiro semestre de 2025, a América Latina foi alvo de 374 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos. Do total, 315 bilhões (84%) ocorreram no Brasil.
Esse cenário mostra claramente a urgência de agir agora. Se você é CISO precisa adotar estratégias proativas de cibersegurança, que incluam monitoramento contínuo, soluções avançadas de defesa digital e treinamento das equipes para reduzir riscos.
Para sua empresa, investir em proteção contra ameaças digitais não é mais uma opção — é uma necessidade real.
Com a intensidade e a sofisticação dos ataques atuais, a cibersegurança deixou de ser apenas um desafio de TI e se tornou uma prioridade estratégica de negócios.
Conforme as previsões, até 2026, pelo menos 50% dos executivos terão indicadores de desempenho de cibersegurança atrelados aos seus contratos.
O que torna a proteção tecnológica uma responsabilidade compartilhada e uma oportunidade para que os CISOs consigam promover suas agendas dentro das corporações.
Diante desse cenário, é essencial que os profissionais estejam preparados não apenas para os riscos já conhecidos, mas para as possíveis ameaças futuras.
cibersegurança à agenda de negócios.
Cibersegurança como prioridade de investimentos
Primeiro, para gerenciar as ameaças futuras, não basta apenas investir em tecnologia. Sua organização também precisa aprimorar a liderança e a estratégia de cibersegurança.
Nesse sentido, é fundamental que o CISO esteja totalmente envolvido nas iniciativas chave de segurança.
Segundo a Pesquisa Global Digital Trust Insights 2025, da PwC, 56% dos CISOs no Brasil estão profundamente envolvidos no planejamento estratégico de investimentos cibernéticos.
Integrá-los ao mais alto nível de decisão permite que sua organização alinhe a proteção de ativos críticos com o fortalecimento da resiliência organizacional.
Entre as prioridades de investimento para líderes de tecnologia no país, destacam-se:
- Segurança na nuvem: 50%
- Modernização da tecnologia: 45%
- Otimização da tecnologia: 44%
- Proteção de dados: 39%
- Treinamento contínuo em segurança: 34%
No Brasil, 32% dos executivos afirmam que a violação de dados mais prejudicial dos últimos três anos custou à sua organização pelo menos US$ 1 milhão.
As organizações de melhor desempenho, que adotam de forma consistente práticas robustas de cibersegurança, registram menos incidências de violações de dados.
Isso indica que maturidade nos programas de cibersegurança e aumento de investimento estão diretamente ligados a uma resiliência cibernética mais sólida.
Portanto, fortalecer suas medidas de segurança não é apenas uma necessidade — é o caminho para destacar sua empresa como líder em integridade de dados e proteção digital.
Cibersegurança como parte do “valor de marca”
Vale ressaltar: cibersegurança não protege apenas dados — ela protege marcas. Em um cenário competitivo, confiança é tudo.
Por muito tempo, a segurança cibernética foi vista como um custo. Na prática, é um investimento invisível e adiar decisões até que algo dê errado é um comportamento comum, mas de alto custo.
O que antes era apenas um risco técnico agora se tornou um elemento central de governança, reputação e valor de mercado.
Os executivos já entenderam que alocar recursos em cibersegurança vai além de proteger sistemas, mas de garantir a integridade dos ativos mais importantes da sua empresa: os dados.
Fortalecer a resiliência cibernética precisa ser uma prioridade, especialmente diante dos riscos relacionados à IA, tecnologias de nuvem e a um cenário regulatório que acompanha a velocidade das inovações.
Embora o investimento em tecnologia seja essencial, focar apenas nela pode deixar de lado a capacitação e conscientização dos colaboradores, elementos que fazem toda a diferença na prevenção de incidentes.
Uma empresa que descuida da proteção de dados mostra fragilidade institucional e imaturidade digital, sinais suficientes para afastar investidores e parceiros estratégicos.
Neste contexto, o CISO assume o papel de gestor de risco e articulador de valor, transformando vulnerabilidades técnicas em decisões financeiras estratégicas e garantindo a continuidade das operações.
Empresas que compreendem essa dinâmica respondem mais rápido, reduzem danos e evitam incidentes antes que eles aconteçam.
Panorama de Cibersegurança para os próximos anos
Segundo informações do ISG, as organizações em todo o mundo devem direcionar 40% de seus orçamentos de cibersegurança para softwares em 2026.
Esse movimento é resultado dos acontecimentos dos últimos anos e do avanço acelerado da sofisticação dos ataques. O ano de 2025, por exemplo, foi marcado por uma série de choques para os profissionais de cibersegurança.
Enquanto a evolução da inteligência artificial ampliou o uso de agentes autônomos de IA, a onda de invasões a infraestruturas críticas colocou as equipes de segurança em alerta permanente.
De acordo com o relatório Predictions 2026: Cybersecurity and Risk, da Forrester, o próximo ano promete ser tão desafiador quanto 2025.
A consultoria prevê que a combinação entre instabilidade geopolítica e adoção acelerada de novas tecnologias exigirá que líderes de segurança, risco e privacidade reforcem não apenas suas defesas, mas também suas equipes, para lidar com um cenário radicalmente mais complexo.
Ainda segundo a Forrester, há um alerta importante para 2026: deve ser registrado o primeiro grande vazamento de dados provocado por agentes autônomos de IA.
Com a automação de fluxos inteiros — em que sistemas tomam decisões sem supervisão humana — o risco se multiplica. Para os analistas, o problema surge quando as empresas priorizam velocidade em detrimento de precisão e governança.
Por fim, o relatório conclui aquilo que muitos especialistas já vêm destacando: a segurança cibernética deixou de ser um domínio essencialmente técnico e passou a refletir tensões políticas, econômicas e tecnológicas em escala global.
Conclusão
À medida que avançamos para um cenário digital cada vez mais dinâmico e incerto, fica evidente que o papel do CISO evoluiu de técnico para estrategista central na preservação de valor, reputação e continuidade do negócio.
O panorama de cibersegurança mostra que os riscos estão se tornando mais complexos, os ataques mais automatizados e as exigências regulatórias mais rigorosas.
Diante disso, a liderança de segurança precisa adotar uma atuação mais proativa, orientada a risco e profundamente integrada à tomada de decisão corporativa.
Investir em tecnologia é essencial, mas investir em pessoas, processos e governança é o que realmente sustenta a resiliência.
Em um ambiente onde agentes autônomos de IA ampliam o potencial destrutivo dos ataques e infraestruturas críticas são alvo constante, a confiança se tornou o ativo mais valioso de qualquer organização.
Diante disso, CISOs e líderes de tecnologia têm um papel decisivo: transformar segurança em estratégia, risco em conhecimento e inovação em proteção.
A conclusão é clara: empresas que compreendem essa dinâmica não apenas respondem melhor a incidentes — elas se tornam mais fortes, mais competitivas e mais preparadas para o futuro.
E, para você que lidera essa agenda, o momento de agir é agora. Vamos transformar sua jornada de proteção e segurança de dados? Fale hoje com um especialista!








