Como mapear integrações de aplicativos em ambientes na nuvem?

Raramente, uma organização opera com apenas uma aplicação. À medida que novas aplicações são incorporadas ao ambiente, também aumentam as integrações, os fluxos de dados e as dependências entre elas.  

Por isso, gerenciar várias aplicações simultaneamente torna-se um desafio cada vez mais complexo. Consequentemente, mapear as integrações é essencial para compreender o comportamento dos dados e prever a comunicação entre os aplicativos.  

É aí que a segurança de aplicações se torna tão importante. Ela permite descobrir, avaliar e proteger como se comunicam. Em ambientes de nuvem, cada conexão representa uma superfície de ataque

Nesse caso, o objetivo da segurança de aplicações é justamente incorporar práticas para proteger os aplicativos contra ameaças e vulnerabilidades ao longo de seu ciclo de vida, do desenvolvimento à operação.  

Neste artigo, descubra como mapear as integrações do seu ambiente de aplicativos na nuvem e assuma o controle para operações mais seguras. 

Aplicação não atua de forma isolada 

À medida que as aplicações se tornam mais integradas, a segurança precisa deixar de olhar apenas para cada aplicação individualmente e passar a compreender as relações entre aplicações, APIs, identidades, dados e serviços. 

Conforme as empresas migram para a nuvem, pode ser difícil descobrir como conectar aplicações on-premises a aplicativos e a serviços.  

Além disso, conectar novos sistemas a sistemas antigos, capitalizar investimentos legados e gerar novos fluxos de receita fazem parte do que torna a integração de aplicações tão valiosa. 

Pense da seguinte forma: se uma aplicação A está segura individualmente, mas a API à qual se integra estiver mal configurada ou uma credencial tiver privilégios excessivos, a relação entre esses componentes cria uma exposição que não aparece em cada aplicação analisada isoladamente. 

Por isso, mapear integrações é relevante para a segurança das aplicações. Nesse caso, a falta de compreensão dos ambientes em nuvem afeta tanto a implementação de novas tecnologias quanto a segurança das operações já existentes. 

Segurança de aplicações começa pela visibilidade 

Hoje, aplicações são construídas, executadas, integradas e acessadas em ambientes de nuvem. Isso muda a superfície de ataque. Uma aplicação moderna deixou de estar isolada, geralmente ela depende de: 

usuário -> aplicação -> API -> serviço cloud -> banco de dados -> outra aplicação -> terceiros 

Ou seja, a segurança de aplicações precisa considerar as relações que estabelece com todo o ambiente. A nuvem ampliou a superfície da aplicação. Quando uma aplicação está na nuvem, ela pode estar exposta por: 

  • APIs; 
  • aplicações web; 
  • microsserviços; 
  • containers; 
  • workloads; 
  • integrações com SaaS; 
  • serviços de terceiros; 
  • bancos de dados; 
  • componentes de diferentes provedores cloud. 

Nesse contexto, proteger as aplicações é fundamental para o papel que os aplicativos desempenham em ambiente modernos e isso não significa apenas corrigir vulnerabilidades no código, mas também entender como eles se conectam ao ambiente corporativo.  

Mapeie as integrações dos aplicativos do seu ambiente de nuvem 

Sobretudo, a maioria das atividades dos usuários em uma organização se origina em aplicativos de nuvem. Nesse cenário, sua organização precisa encontrar o equilíbrio certo entre conceder acesso e manter o controle a fim de proteger os dados críticos acessados nos aplicativos e nas APIs. 

Por isso, mapear as integrações entre os aplicativos de nuvem é um passo fundamental para compreender e proteger esse ecossistema.  

Afinal, quanto maior o número de aplicativos, APIs, identidades e serviços conectados, maior a necessidade de entender como essas relações funcionam e quais riscos podem surgir delas. 

O aumento do uso de SaaS, APIs e conexões não documentadas, incluindo casos de Shadow IT e Shadow AI, ampliam a superfície de ataque e pode criar pontos de exposição que não estão inclusos na política de proteção. 

Segundo a Microsoft, 80% dos funcionários usam aplicativos não aprovados pela equipe de segurança e que podem não estar em conformidade com as políticas de segurança. 

Nesse sentindo, o passo inicial é obter visibilidade sobre as atividades dos usuários e dados dos seus aplicativos conectando-os a APIs, depois use essas integrações para monitorar e alertar sobre riscos e ameaças no seu ambiente. 

Assim, é possível investigar atividades, arquivos e contas de aplicativos para descobrir e controlar o uso de Shadow IT/AI.  

Diante desse cenário, é fundamental implementar políticas de uso para definir como sua empresa quer que os usuários se comportem na nuvem, assim é possível garantir a proteção das informações e as das atividades confidenciais.  

Com as políticas implementadas, isso facilita que você detecte comportamentos arriscados, violações ou atividades e pontos de dados suspeitos em seu ambiente de nuvem. Contribuindo para monitorar tendências, ver ameaças de segurança, gerar relatórios e alertas personalizados. 

Portanto, visibilidade, monitoramento e políticas de controle estabelecidos, sua organização passa a ter uma base mais sólida para avançar em objetivos adicionais, como aplicar o princípio do menor privilégio, revisar continuamente os acessos e reduzir a exposição de dados e aplicações críticas. 

Fortalecendo a segurança de aplicações contra ameaças cibernéticas 

Mapear as integrações entre aplicativos de nuvem não significa apenas identificar quais sistemas estão conectados.  

Para que esse mapeamento contribua efetivamente para a segurança, é necessário compreender como essas conexões funcionam, quais APIs e componentes estão envolvidos e quais riscos podem ser explorados a partir delas. 

Nesse contexto, diferentes metodologias de segurança de aplicações podem atuar de forma complementar: 

  • API Security: amplia a visibilidade sobre APIs, endpoints e interfaces utilizadas na comunicação entre aplicações. Também permite avaliar aspectos como autenticação, autorização, exposição de dados e comportamento das APIs, ajudando a identificar integrações que podem representar riscos. 
  • ASPM: correlaciona informações sobre aplicações, APIs, código, componentes, dependências e vulnerabilidades. Com essa visão contextualizada, a organização consegue compreender a criticidade das integrações e priorizar os riscos que exigem maior atenção. 
  • CNAPP/CSPM: amplia o mapeamento para o ambiente de nuvem, fornecendo visibilidade sobre recursos, configurações, workloads e exposições. Isso ajuda a identificar relações entre serviços e aplicações que podem ampliar a superfície de ataque. 
  • SAST: analisa o código-fonte para identificar vulnerabilidades que podem afetar a implementação de aplicações, APIs, mecanismos de autenticação e outras funcionalidades responsáveis pelas integrações. 
  • DAST: avalia aplicações e APIs em execução, permitindo identificar vulnerabilidades exploráveis nas interfaces que estão efetivamente expostas e sendo utilizadas. 
  • SCA: identifica componentes e bibliotecas de terceiros utilizados pelas aplicações e verifica vulnerabilidades que podem introduzir riscos nas aplicações e, consequentemente, nas integrações das quais participam. 

A partir da combinação dessas metodologias, o mapeamento deixa de ser apenas um inventário de conexões e passa a oferecer contexto sobre as relações entre aplicações, APIs, componentes e recursos de nuvem.  

Assim, a organização consegue identificar integrações desconhecidas, compreender os caminhos percorridos pelos dados, avaliar a exposição e priorizar os riscos de acordo com seu impacto. 

O resultado é uma abordagem mais completa: descobrir as integrações, compreender seu contexto, avaliar os riscos e aplicar os controles necessários para protegê-las. 

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