Como garantir credenciais seguras para agentes de IA?

Credenciais seguras
Para as equipes de segurança corporativa, a questão não é mais se “podemos fornecer às pessoas acesso à IA?“, mas “como garantir que os agentes de IA executem tarefas com segurança em nome da empresa?” 

Quando falamos de agentes de IA, para garantir credenciais seguras, a sua empresa, ao apostar em mais agentes, precisará apostar também na sua estrutura de identidade.  

Afinal, se a identidade falhar, o mesmo resultado pode ocorrer com agentes em todos os processos que sustentam a sua operação. 

Agentes de IA e identidades não-humanas acessam os mesmos sistemas que seus funcionários, mas sem os mesmos controles, o acesso raramente é limitado à tarefa ou revogado quando ela termina.  

Dê acesso aos seus agentes de IA, mas mantenha as credenciais seguras. Isto é, segmente e monitore o acesso dos agentes às suas contas, dê a eles as permissões necessárias e nada mais. 

Descubra como proteger as suas credenciais corporativas. Continue a leitura! 

Agentes de IA precisam ser tratados como identidades corporativas 

Ocasionalmente, agentes recebem acesso deliberadamente, apenas porque precisam executar uma tarefa que se movimenta por vários sistemas.  

Quando na verdade, suas permissões deveriam estar limitadas à finalidade da operação, ao período necessário e ao contexto em que a tarefa ocorre.  

Um agente criado para consultar pedidos de clientes, por exemplo, não precisa necessariamente alterar as condições comerciais, emitir reembolsos ou exportar toda a base de contatos.  

Quanto mais amplas forem suas credenciais, maior será o impacto potencial de um erro, de uma invasão ou de uma instrução manipulada. 

A administração dessas novas identidades também expõe uma fragilidade antiga das empresas: a pouca visibilidade das integrações e das credenciais já existentes.  

Contas antigas, chaves de acesso esquecidas, aplicativos conectados e permissões concedidas a fornecedores podem permanecer ativos ao longo dos anos. 

A questão é que o risco não está apenas no acesso, mas na capacidade de um agente agir em nome da empresa.  

Veja bem, um sistema tradicional pode expor informações quando uma conta é comprometida, mas quando agentes de IA passam a tomar decisões, os riscos aumentam as possibilidades de: 

  • interpretar dados; 
  • gerar comunicações; 
  • modificar registros; 
  • acionar integrações;  
  • e executar ações sucessivamente. 

Por isso, verificar se o agente está autorizado a entrar em determinado sistema não é o suficiente. É necessário definir o que poderá fazer depois de entrar, em qual contexto, com quais dados e dentro de quais limites. 

Isso não torna os controles existentes inúteis. Autenticação, criptografia, gestão de identidades, controle de acessos, proteção de dados e monitoramento continuam essenciais. O que muda é a necessidade de adaptá-los a entidades com maior autonomia.  

A segurança de agentes não exige abandonar os princípios anteriores, mas sim aplicá-los de forma mais granular, contextual e contínua.

Por que agentes de IA precisam de um novo modelo de segurança? 

Inegavelmente, agentes de IA exigem novas ferramentas de segurança para proteger identidades e credenciais corporativas. As ferramentas tradicionais não têm visibilidade sobre o conteúdo semântico das interações com IA, em que muitas vezes reside o risco.  

Elas conseguem observar tráfego, identidades ou permissões, mas não conseguem determinar se as ações executadas por um agente de IA são apropriadas no contexto ou se estão alinhadas à intenção do usuário. 

Um agente pode operar por meio de credenciais de aplicações, atravessar diferentes ambientes, movimentar dados em grande escala e adaptar seu comportamento conforme o contexto.  

Em determinadas situações, torna-se difícil identificar se uma ação foi solicitada por um profissional, decidida pelo agente ou executada por uma combinação de instruções, dados e integrações. 

Segundo a Gartner, pelo menos 15% das decisões de trabalho no dia a dia serão tomadas de forma autônoma pela IA agêntica, um salto em relação a 0% em 2024.  

Portanto, a resposta para a segurança começa com um princípio simples: agentes de IA devem ser governados onde os dados, o contexto e os controles corporativos já residem.  

No entanto, o problema não é apenas criar agentes seguros, mas também descobrir, revisar e reduzir a confiança já concedida aos agentes existentes. Depois de identificar os agentes e entender seus acessos, a organização precisa revisar o grau de privilégio concedido a cada identidade. 

Estudos recentes mostram que 97% dos NHIs possuem privilégios excessivos e que 44% das organizações ainda expõem segredos em plataformas como o Slack. 

Definitivamente, os modelos tradicionais de controle de acesso, que geralmente dependem de permissões estáticas e privilégios permanentes, não são suficientes para lidar com o cenário de ameaças cibernéticas.

Reduza os riscos com credenciais seguras para agentes de IA  

O cenário de ameaças demonstra consistentemente que contas privilegiadas e identidades com permissões excessivas são os principais vetores de ataque.  

É preciso proteger o que os agentes de IA fazem, o que demanda mais controle, em tempo real, para monitorar as atividades e controlar eventuais danos. 

Lembre-se que o agente de IA atua do lado de dentro do muro. Ele possui credenciais válidas, permissões de acesso e a confiança do sistema.  

Quando ele toma uma decisão inadequada ou é induzido a quebrar uma regra corporativa, os sistemas de defesa tradicionais podem enxergar apenas uma operação aparentemente legítima, mas é um ponto cego crítico. Entretanto, a segurança tradicional observa tráfego e acessos, mas pode não enxergar o comportamento do agente. 

Nesse sentindo, o modelo de acesso just-in-time (JIT) é uma abordagem de controle que concede permissões privilegiadas, específicas para cada tarefa e com tempo limitado, somente quando necessário, revogando esses privilégios imediatamente após a conclusão da tarefa.  

O objetivo é simples: minimizar os privilégios permanentes para que os atacantes tenham menos tempo (e menos caminhos) para explorar o acesso privilegiado.  

Conclusão

Diferentemente das permissões estáticas ou dos controles de acesso legados, o acesso JIT permite a remoção de privilégios permanentes.  

Os usuários não exercem funções elevadas o dia todo. Eles solicitam acesso, obtêm aprovação e executam a tarefa. O acesso expira automaticamente. Não há necessidade de se lembrar de revogar nada ou de auditar cada função manualmente. 

Essa abordagem reduz drasticamente sua exposição de identidade e oferece suporte ao acesso com privilégios mínimos em escala. 

Também se encaixa perfeitamente nas estratégias de segurança modernas, como o acesso permanente zero, nas quais nada é presumido e todo acesso elevado precisa ser conquistado. 

Limite as oportunidades de agentes maliciosos explorarem contas privilegiadas. Credenciais seguras para agentes de IA e identidades não humanas.  

Fale com nossos especialistas e conheça mais sobre essa abordagem de segurança de identidade! 

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